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Meteorologia

A Terra depois da COP 21

por Prof. Dr. Ruibran dos Reis

A Conferência do Clima (COP 21) aconteceu entre 30 de novembro e 10 de dezembro. Nos primeiros dias, participaram da reunião chefes de estados de mais de 150 países. Chamou a atenção a participação inédita dos chefes de estados dos dois maiores emissores de gases de efeito estufa no mundo: China e Estados Unidos.

Após as primeiras declarações de cada nação sobre o ‘dever de casa' para a diminuição da emissão dos gases de efeito estufa, os cientistas se empenharam em propor um novo Protocolo de Kyoto, já que, infelizmente, o acordo firmado em 1998 não foi colocado em prática.

Para a comunidade científica, não há dúvidas de que a temperatura da Terra subiu 0,84° C desde 1880. Pode parecer pouco, mas a variação corresponde à liberação energética equivalente ao lançamento de três bombas atômicas a cada segundo. Os reflexos são visíveis: intensificação de furacões, formação de tornados no Brasil e em outros países em que não era comum, secas severas, chuvas de granizo, ondas de calor, inundações,...

As pesquisas mostram que a temperatura neste século não pode ultrapassar 2° C em relação à temperatura de 1880. Para que isso não aconteça, é necessário um corte de mais de 50% da emissão de gases de efeito estufa da maioria dos países ricos, se comparado à emissão em 1880. As consequências desse aumento de temperatura vão trazer muitos problemas, inclusive a elevação do mar, exigindo gastos enormes para adaptações nos próximos anos. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que a grande preocupação dele é com os refugiados do aquecimento global.

De nada vai servir o documento final proposto na COP 21, se os países não se comprometerem, realmente, a diminuir a emissão dos gases de efeito estufa. É preciso também tomar medidas para reduzir os impactos no meio ambiente, na agricultura, na economia, na sociedade e a vulnerabilidade de populações ribeirinhas e das populações que vivem em regiões semiáridas.

A criação de um mundo melhor para os nossos filhos e netos passa pela nossa conscientização de querer viver em um mundo sustentável. O planeta não suporta mais a lógica da sociedade de consumo. Precisamos ter consciência de que a mudança de cenário depende, principalmente, das nossas atitudes cotidianas.


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