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Bate-papo com Leandrinho

por Leo Pinheiro

O ala-armador Leandrinho, campeão da NBA pelo Warriors (Foto: Getty Images)

O Golden State Warriors estreou na pré-temporada da NBA, na noite de 6 de outubro, enfrentando o Toronto Raptors, no SAP Center, San Jose (Califórnia). E ninguém em quadra parecia estar mais à vontade do que o ala-armador Leandro Barbosa. O atual campeão da NBA começou com o pé direito na sua preparação para o campeonato que começa no próximo dia 27, e se destacou como o cestinha da partida ao anotar 15 pontos na vitória de 95 a 87 do Warriors sobre o time canadense. Recordista de participações na NBA dentre todos os brasileiros que passaram pela liga norte-americana - 12 anos consecutivos - Leandrinho sabe que o protagonismo em sua equipe está reservado aos ídolos Klay Thompson e Stephen Curry, melhor jogador da temporada passada e seu grande amigo. Mas engana-se que pensa que são pequenas as pretensões do brasileiro. O veterano atleta pretende realizar dois feitos grandiosos para jogadores de qualquer nacionalidade: ser bicampeão da NBA pelo time Oakland e ganhar uma medalha olímpica em seu próprio país. Que venha 2016!

Como está a preparação para o campeonato de 2015-2016 da NBA? O caminho para o bi será mais fácil ou mais difícil do que a conquista do título da temporada passada?

Está indo muito bem. Creio que seja ainda mais difícil, mas assim como no início da temporada passada, estamos novamente confiantes e preparados para fazermos uma grande temporada. Vai começar tudo de novo e vamos lutar até o fim por esse bicampeonato.

O New Orleans Pelicans lhe ofereceu um contrato mais rentável e mais duradouro. Por que optou por renovar com o Warriors, que lhe ofereceu apenas mais um ano de vínculo?

Foi o time que me abriu as portas em um momento que precisava receber esse voto de confiança. Foi onde me reencontrei e onde conquistei o título mais importante da minha vida. Por isso, decidi renovar e dar continuidade a essa trajetória vencedora ao lado desse grupo de jogadores incrível.

Você é o brasileiro com mais participações na NBA, já foi eleito o melhor 6º jogador, foi campeão de conferência e nacional. Mesmo com a vasta experiência, você pode dizer que aprendeu alguma coisa com o Stephen Curry?

Aprendi muito. E continuo aprendendo. Ele é um craque, um jogador totalmente diferenciado. Fora das quadras, é um cara do bem, respeitoso, gente boa e uma pessoa da qual todos gostam. E em quadra, é o jogador espetacular que todos conhecem. Sem dúvidas, um dos grandes responsáveis pelo nosso sucesso recente.

No par ou ímpar, quem você escolheria para o seu time: LeBron James ou Stephen Curry?

Stephen Curry!

Em 12 temporadas qual foi jogador mais difícil de ser marcado?

Olha, são muitos... Tive a felicidade de poder atuar contra craques de diferentes gerações. Mas o LeBron é um cara muito diferente, muito forte, inteligente. O Kobe também era incrível e quase impossível de marcar. Absurdamente técnico, dinâmico. Vou ficar em cima do muro nessa...

Antes de defender o Golden State Warriors, você passou por Phoenix Suns, Toronto Raptors, Indiana Pacers e Boston Celtics. Qual foi a equipe na qual você mais gostou de jogar?

O Phoenix talvez tenha sido a experiência mais marcante da minha vida, pelo tempo que durou, por ser o lugar onde eu me sinto em casa. Mas cada um desses períodos teve sua importância na minha vida. Toronto foi uma experiência absurdamente incrível: viver naquela cidade maravilhosa, jogar com jogadores top de linha, fora todos aprendizados que levarei para o resto da vida.

Sente-se frustrado por não ter conseguido atuar no Washington Wizards? (Leandrinho foi contratado pela equipe da capital norte-americana em 2013, mas nunca jogou pela equipe por causa de uma lesão no joelho esquerdo).

Foi complicado. É horrível você não poder fazer o que ama e o que melhor sabe na vida. Mas felizmente, com a ajuda dos profissionais envolvidos na minha recuperação, consegui dar a volta por cima e hoje sou campeão da NBA.

Por mais quanto tempo você pretende jogar na liga norte-americana?

Não sei, vamos ver! Ainda tenho alguma lenha para queimar. (Risos) Mas prefiro dar tempo ao tempo e ir vivendo etapa por etapa. Espero poder ainda jogar por algumas temporadas em alto nível.

Após esse tempo você pretende continuar nos Estados Unidos como assistente técnico, voltar a jogar no Brasil ou se aposentar do basquete e trabalhar em outra área?

Realmente não sei. Tenho algumas ideias, alguns planos, mas ainda depende muito do que está por vir.

Ano que vem será muito importante para a sua carreira, pois você será uma das estrelas da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Sinceramente, qual é o seu desejo maior: conquistar uma medalha olímpica ou o título de bicampeão da NBA?

Quero conquistar uma medalha olímpica e ser bicampeão da NBA. Sei que posso sonhar com essas duas conquistas e já estou trabalhando duro para chegar até essas realizações. Vou fazer de tudo para fechar 2016 com esses sonhos realizados.


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