Paulo Filho
O ano de 2012 começa sob os auspícios da confusão. Os haitianos invadem nossas praias, o silicone não teve controle de qualidade e milhares de seios podem se desmanchar e infeccionar, os homens (e mulheres) de toga estão acima do bem e do mal, o crack avança criando uma legião de zumbis urbanos e os ministros, podres, continuam caindo. Os místicos temem o calendário Maia, mas nada indica que o fim do mundo será por agora e nem mesmo o temor de uma hecatombe nuclear assusta. Foi-se o tempo da Guerra Fria e da corrida armamentista.
O medo nesses tempos modernos de século XXI se restringe à economia. A bancarrota de um país europeu, por menor que ele seja, pode levar à falência global, com consequências monstruosas para as nações mais pobres. Mas esse tema, por maior importância que tenha, não tem nos causado espanto. A Europa “rebaixada” é coisa lá deles, não é páreo para os nossos assuntos paroquiais.
Por aqui, a “ciranda” no ministério do governo Dilma ainda prende a atenção: Fernando Pimentel e Mário Negromonte, ajudados pelo marasmo de fim/início de ano, ainda se seguram nos seus cargos - sabe-se lá até quando, e mais um ministro entrou na alça de mira: Fernando Bezerra, da Integração Nacional. O rol de acusações contra o ministro repete os outros numa praxe já bem conhecida.
De novidade, o caso do ministro Bezerra, pernambucano, tem apenas a aproximação do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, das rotinas da corrupção. Estrela em ascensão na política nacional, neto do mítico Miguel Arraes, reeleito e com aprovação de mais de 80% dos pernambucanos, ...
[ Leia mais ] Sandra CarvalhoRedes sociais são ferramentas que auxiliam na democracia, mas também oferecem riscos; desafio é definir o limite dessa influência

Em todos os cantos do planeta, há pessoas que se conectam, se interagem, expõem e trocam idéias e opiniões em uma ou mais redes da web. Em nosso país, não é diferente. São 77,8 milhões de internautas, segundo dados do Ibope Nielsen Online. Desses, 97% têm acesso às chamadas redes sociais, conforme estudo divulgado em dezembro último pela ComScore. É por meio desses espaços virtuais, cujo conteúdo é produzido por quem participa, que pelo menos um terço da população dá sua opinião sobre qualquer tema e articula movimentos diversos, que podem transformar positivamente ou negativamente o mundo real.
Alguns dos grandes movimentos recentes, em Belo Horizonte, articulados via redes sociais foram os protestos pelo aumento de 61% aprovado pela Câmara Municipal para a próxima legislatura de vereadores. Outro grande movimento que ficou famoso nacionalmente foi a Marcha pela Liberdade.
Manifestações contra a repressão policial e em prol de várias causas ocorreram em 41 cidades brasileiras. Os encontros de milhares de pessoas foram combinados nos mínimos detalhes via Twitter, Facebook e Orkut. Mas são protestos que ainda não tiveram resultados efetivos. Nada comparado à Primavera Árabe. O movimento articulado a partir de 2010 na web resultou em manifestações populares que derrubaram ditadores no Norte da África e no Oriente Médio.
Mas nem tudo são flores. Foi também via redes sociais que punks e skinheads teriam combinado um embate na praça da ...
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